domingo, 14 de novembro de 2010

Poema Rodrigueano

Vivia às turras, mas consigo mesmo
Alimentava as suas paranoias
Dando de tudo a ela carros, joias
Mas nada dava certo. Sempre a esmo

Ela jamais cedia, jamais se entregava
E ele sabia que havia alguém,
Um outro esperto a pastar também
No mesmo pasto em que ele pastava

E via em si um bobo fracassado
Seu ideal de amor esfarrapado...
Que em ódio força sua alma à luta

Mas só o ódio pra fazer aquilo
Pra num rompante cego e intranquilo
Matar a tiros a filha da puta...

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