Tenho consolo, sim, na poesia
Despejo em verso hipocrisia,
Locura, raiva, ânimo e apatia,
Sofreguidão, fervor, febre e folia...
É o carnaval vazio do poeta!
Retumbam em rimas tortas, linha reta
Os exageros típicos do esteta...
Pra dispersar a dor gasosa que me afeta
Dano a escrever, escrevo, escrevo, escrevo
Escrevo ainda sem saber se devo
Meu verso inútil e desinteressante
A cada letra posta nesta plaga
A alma expectora e já não traga
Dessa fumaça espessa e sufocante.
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