Forte acaso, rijo e profundo,
Responsável por tudo o que há no mundo,
Diga a verdade, qual é o teu nome?
Além de fogo, suor e beijos
Dessa cegueira, mãe dos desejos
Quem é você que me consome?
Quem é você, sorte daninha
Dos sofredores, tão comezinha
Mata-me a sede, mata-me a fome
Diga a verdade, qual é o teu nome?
Fruto isolado de data vadia,
Ar que congela na noite mais fria,
Qual é teu nome, vã vaidade?
Qual é teu nome, diga a verdade!
(...)
Não é saudade ou alegoria
Fosses virtude, eu corromperia
Diga a verdade, luz desse dia,
Diga seu nome, doce agonia!
Muito, muito bom. Parabéns.
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