É noite. Despertos, fazendo fagulha
Há corpos em vil tempestade
Vacilam à luz da patrulha
Que espreita frouxa a cidade...
A chuva já encharca o chão
Fazendo da cama melhor
Mais lama em luxúria e tesão,
Do que era só fome e suor
Mendigos em vulta euforia
Apertam-se unindo seus corpos
Em fluidos infectos, tortos...
É dia. Torrente foi embora
Exautos, molhados de outrora
Ofegam os três quase mortos.
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