domingo, 14 de novembro de 2010

Miserável Luxúria

É noite. Despertos, fazendo fagulha
Há corpos em vil tempestade
Vacilam à luz da patrulha
Que espreita frouxa a cidade...

A chuva já encharca o chão
Fazendo da cama melhor
Mais lama em luxúria e tesão,
Do que era só fome e suor

Mendigos em vulta euforia
Apertam-se unindo seus corpos
Em fluidos infectos, tortos...

É dia. Torrente foi embora
Exautos, molhados de outrora
Ofegam os três quase mortos.

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