domingo, 14 de novembro de 2010

Versos Moribundos

Estão todos lá, amontoados em estantes
Dispersos, calados, carentes de cuidados
Ao toque de quem os lê fazem vibrantes
Os nervos de quem os tem a si grudados

Como as preces de cal postas no asfalto
O desespero de quem arde enquadra
O versar frouxo a esperançar resguarda
O corpo e a alma em patamar mais alto

E mais me venham versos em refil
Bem mais adequados ao perfil
Do nobre gesto em líricas molduras...

E ponho os braços que Deus fez sadios
Em desalinho pêlos, uivos, arrepios
No ofício árduo das palavras-esculturas.

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