Na rodoviária cheia
Filo a despedida alheia
Como se filam cigarros
E beijos vésperas de escarros
Rumo ao desconhecido
Destino incerto, mas prometido
Há cheiro de bosta na estrada
Adentra a janela e me agrada
Evito me inflar corajoso
No lento escoar dessa via
E deixo, poeta leproso
No asfalto porções de euforia...
Por fim, na ilusão da chegada
Filo o olá da parentada
Que não é minha para, enfim, só
Cuspir o catarro pungente ao gogó...
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