Isso! Por isso caímos
Por isso bebemos:
Pra nos iludir!
Damos com a cara
No muro, na porta
Fechada, no chão e daí?
Não vem com essa
"Meu filho" que isso e aquilo
E não sei o que lá...
Para com essa conversa
Esse missa, esse papo
Esse blá blá blá blá!
Deixa-me cá no meu canto
Essa culpa, esse pranto
A me infernizar
Toda essa vã esperança
Que "um dia melhora"
Peraí, o que é que há!
Não vê? É tudo balela
Sem choro e nem vela
O mundo, rapá
Vai te cuspir com vontade
Sem dó nem piedade
Só pra te mostrar
Que estamos todos errados
Gerados fadados
A estarmos fodidos
Ladear com bandidos
Os tempos que, idos
Não tardam voltar
Pois não se iluda, "meu filho"
Se o seu supercílio
Começa a sangrar
Toma porrada na cara
Da vida, da sorte
Na mesa do bar
Bebe enquanto não morre
Toma mais um porre
E vai te estragar
Penares e desencantos
Dentre muitos tantos
Que vêm acossar
Ao longo da nossa vida
Então na bebida
Vamos encontrar
Uma paz que nos redime
Nos pune e nos benze
A nos embriagar...
Vou-me, mas deixo aos discretos
Diletos insetos
Que teimo em pisar
Crentes, meu último escárnio
Que com nada rima
Mas muito me apraz
Plagiar por fim
Que "não vai haver
Amor nesse mundo nunca mais."
Nenhum comentário:
Postar um comentário