Dedos insensatos
Escrevem diários
Que ao cabo dos fatos
Aos fundos de armários
Se vão destinar
Seus braços delgados
Esforçam-se em versos
Verões retrocessos
Tudo mais que há
Conversas consigo
Calada em segredos
Alheia aos amigos
Esfolam-se os dedos
Sempre a escrever
Rotina e cansaço
Vagina e cabaço
Esperto e otário
No noticiário
De outro diário
Segredo hilário
Que acabo de ler...
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