Faria o que qualquer um faria
No esteio estéril da boa boêmia
Do prazer fugaz da brincadeira
À tragédia pura e verdadeira
Mas mentia, débil pra si mesmo
Na cana insensata com torresmo
Recalcitrava, tenaz incompetente
Em ver nascer do sol onde há poente
Verdadeiro, inglório e decadente
Ainda ardente embora um tanto aflito
Mas indecente, cego e malquisto
Exala sobretudo incoerência
Ao deleitar-se em sua penitência
De achar amor no que havia visto.
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