domingo, 14 de novembro de 2010

Recalcitrando

Quando me fiz presente
Indiferente
Ela me evitou

Disse que eu era isso
Que eu era aquilo
E me abandonou

É, só que o tempo passa
O tempo voa
E cá estou...

Faço da vida prosa
Da vida verso
Do que passou

Tanto cotidiano
É riso, é pranto
Não é, my brow?

Pois então que assim seja
Dá mais cerveja
É o que restou

Não, não foi sempre assim
Já fui distinto, menos instinto
Mas acabou

Chega dessa decência
Dessa inocência
Desse so so

Quero, oito ou oitenta
Vê se te aguenta
Não reparou?

Que ela me quer de volta
Mas que revolta
Não é que eu vou

Dar com meus burros n´água
Perder a linha
Eu tô que tô

Pois então que assim seja
Dá mais cerveja
Que ela voltou

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