A areia da praia virou vidro moído
O troféu de outrora hoje jaz derretido
E o "Deus do Olimpo" descansa combalido
Da verdade que disse-me ao pé do ouvido
Hoje, mais do que nunca, entendo
Que a verdade da qual dependemos
É fruto podre de acaso estupendo
E, sem mais nem porque nós vivemos...
Com as náuseas comuns a ladrões baleados
Solidários quedando qual os encarcerados
Os malditos a quem nós chamamos bandido
Das mentiras totais não há mais estampido
É que o peito teimoso, que nasceu já traído
Da divina verdade ainda exclama: "Eu duvido!"
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