Lá no alto, no céu ordinário
Está um anjo triste, caído e otário
Sobre a nuvenzinha clichê e furada
Chorando sozinho a ausência da amada
Olhando pro alto, então se dá conta
Clamar a outros céus, de nada adianta
Com o rosto entre as mãos, amarga desvãos
Está já no cume da desesperança
Faltando outro céu que o faça menos triste
Se põe a chorar feito uma criança
Vem a querubinha, se é que isso existe
Abraça-lhe as asas do anjo sem graça
E diz com carinho: relaxa, meu filho
Pois todos lá embaixo dizem que isso passa...
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