Se a cada desastre tornássemos mortos
Festivo velório protagonizaria
Cercado de amigos, encharcados, tortos
Sorrindo ao caixão, em negra boemia
Mas novos desastres esperam à frente
Morrer é tão nobre e cheio de apatia
Que vive-se ainda neste verão quente
Prenhe de paixão, solidão e agonia
No olho dos outros, censura e prudência
Pueris, secos, sós, de escrota incoerência
Que basta, acomoda e faz desastroso
Aquilo que é sal, que é calor e pulsão...
Do salto do abismo ao duro do chão
Até o cemitério tem que ser charmoso.
Olá!!
ResponderExcluirJeito muito bonito de falar no assunto. Achei ótimo!!
Parabéns!!