segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Sal dá Saudade

Há muito não sei o que é ter saudade
Não muito, talvez, já não sei se me invade
Essa coisa esquisita meio paralisante
Que faz tudo ao redor ser tão entediante

Mas há muito não sei o que é de verdade
O quase voluntário adeus à liberdade
Imprudente e tenaz, delicada bacante
Essa coisa cruel, purgatório de Dante

Não sei do teu rosto, mas sinto teu cheiro
Que vem forte e impregna o mundo inteiro
E já ouso dizer que é saudade, nêga

Talvez seja mesmo, quem sabe é um sinal?
Jamais foi carência, ou carícia afinal
Só sei que só passa quando você chega.

2 comentários:

  1. conseguiu lançar a verdade com maestria
    verdade simples, porém absoluta
    sem vaidade

    Henrique

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  2. "Nêga" é referência ao interiorismo, remetido ao grande galho seco, nego? Ou é só uma expressão Romualdolesca?
    Felipe Pereira

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