Aprendera aquilo em algum livro cujo título não se lembrava e fez-se o hábito. A cada fracasso amoroso espalhava o pó sobre o espelho e escrevia o nome da falecida. Martha, Rúbia, Simone, Aline... Cheirava-as furiosamente e rumava pra qualquer puteiro em busca daqueles nomes que lhe anestesiavam as ventas.
Dessa vez exagerou. Verônica, com circunflexo e tudo, lhe deu dor de barriga e algum suor frio. No meio do caminho, entrou em qualquer restaurante e desembarcou no banheiro feminino. O seu estava ocupado. Aliviou-se ruidosamente agredindo a clientela...
Pediu uma puta com o nome da vez. O cliente sempre tem razão. Com algum sacrifício, esporrou sua saudade e sua dor. Saiu de lá leve e, antes de ir embora cheirou o "p" deixando o "a" e o "z" pra Verônica, tudo em minúsculas.
.... esporro natural
ResponderExcluirlegal, gostei.
A paz interrompida por alguns minutos te traz de volta ao poder.
Poder sobre si mesmo. Poder que não quer dizer nada. Apenas bom, apenas recupera-se o fôlego.